Como as marcas do agro estão se adaptando à pandemia?

Desde que o Brasil passou a ser afetado pelas normas de isolamento do coronavírus (Covid-19), em meados de março, feiras, eventos, seminários, dias de campo e qualquer outro evento tiveram que ser remarcados e replanejados. Encontros como estes eram fundamentais para o relacionamento das marcas com o produtores, para mostrar suas soluções e lançamentos. Mas ao contrário da maioria, o agro não parou. A colheita, plantio, manejos, planejamento da próxima safra seguem acontecendo e, inclusive, seguem demandando insumos e defensivos da mesma forma.

E como as marcas estão se organizando para não deixar de levar informação, interação e conhecimento? Especialistas e formadores de opinião, como jornalistas e influenciadores digitais, debateram em um encontro virtual, promovido pela Syngenta, sobre as inovações e como o digital está sendo usado para revolucionar este momento.

Na troca de ideias surge o cenário é de reinvenção, usando as tecnologias disponíveis para manter a qualidade, sem desrespeitar o isolamento social. Para o Gerente de Agricultura Digital da Syngenta, Celso Batistella, os serviços e ferramentas de gestão têm comprovado ainda mais sua efetividade neste momento. “O produtor é capaz de ter a visão da lavoura à distância, acessando informações estratégicas para tomar as decisões necessárias de forma ágil e certeira. Por meio de imagens de satélite e dados georreferenciados, somos capazes de ofertar ao produtor as melhores soluções, de acordo com a cultura, região e características locais”, avalia.

Segundo o especialista, o agricultor está cada vez mais preocupado com a sustentabilidade do negócio, que será ainda mais beneficiada com o avanço, já em curso, da inteligência artificial e do machine learning nos instrumentos aplicados ao campo. “Hoje, quando olhamos para a lavoura, não analisamos mais a extensão macro da área: o detalhamento é feito por hectare, por talhão, por metro quadrado, graças à evolução constante da gestão digital, que aprimora o controle fitossanitário e, ao mesmo tempo, aumenta a rentabilidade do produtor.”

Tecnologia que aproxima o campo

Como parte de suas atividades a Syngenta já está promovendo eventos virtuais como lives, webinars, dias de campo e feiras virtuais com imersão 360°. Wellington Ribeiro, Gerente de Marketing e Comunicação, destaca que a empresa foi capaz de se adaptar com agilidade, porque já contava com uma base sólida de investimentos na área digital. “Já tínhamos alguns projetos previstos neste modelo antes da pandemia. Só aceleramos”, diz.

A Feira Virtual 360º é um exemplo disso. As imagens foram captadas durante a última Expodireto Cotrijal, que aconteceu na primeira semana de março. A experiência permite que, de onde estiver, o produtor, estudante, comunicador ou quem desejar, possa fazer uma “visita” ao estande, acessando todos os conteúdos que estiveram disponíveis naquela feira. O espaço disponibiliza áudio-palestras e avatares de profissionais da empresa detalhando os produtos e serviços.

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Nos mesmos moldes foi feita a Estação Novas Tecnologias, que permitiu aos participantes a imersão em um dia de campo 360°, direto da estação da Syngenta em Holambra (SP). Em 11 sessões especialistas apresentaram as novidades em fungicidas, inseticidas, herbicidas e tratamento de sementes.

Agro conectado

A última pesquisa “Hábitos do Produtor Rural” da ABMRA (Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio) mostrou que o uso de smartphones entre os agricultores aumentou 44% entre 2013 e 2017. Os celulares também já são a principal ferramenta de acesso à internet. Em 2013, apenas 19% dos entrevistados se conectavam com aparelhos móveis. Em 2017, este número saltou para 81%. “Nos últimos anos, a relação do agricultor com a internet mudou por completo. Hoje em dia, o campo está muito mais conectado, fato que traz impactos significativos na forma de se comunicar com este público. O que estamos presenciando é a aceleração e a democratização da digitalização no mundo, inclusive em nosso segmento”, destaca Renata Moya, Gerente de Comunicação Mercadológica da Syngenta.

O desafio neste momento é alcançar públicos diversos de forma mais personalizada. Com este cenário, a empresa realizou uma virada digital na forma de dialogar com o campo. Desde 2018, o marketing da companhia vem apostando cada vez mais nas ações online, mas sempre acreditando na complementação do offline. “É o que chamamos de estratégia oneline”, complementa.

(Fonte: Agrolink)